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Edição #011 · quarta-feira, 4 de novembro de 2026 · leitura de 6 min

Nas escolas dos EUA, o Google junta IA e Busca num pacote só; funcionários da DeepMind querem poder criticar e o g1 testa a Alexa+

a quarta em que a Busca virou pacote.

Bom dia! ☕ Hoje o Google decidiu que, em escola americana, IA e Busca andam juntas. Também tem funcionário da DeepMind querendo poder falar, a Alexa+ testada em português e data center rodando com motor de avião. Bora?

🔥 A história do dia

Nas escolas dos EUA, quem recusa a IA do Google fica sem Busca

Na terça (3), o Google mudou as regras para contas de alunos do ensino fundamental e médio nos EUA, as chamadas contas K-12. Gemini e Google Search passam a vir desligados até que o administrador da escola os ligue. O detalhe: não dá para ligar só a Busca. A escola que deixa a IA de fora perde a Busca junto, e o aluno vê um aviso de “indisponível”. (The Verge)

O Google justifica dizendo que “Search and AI are deeply integrated” e que a mudança dá “mais escolha, não menos”. Nem todo mundo comprou: Bernie Sanders chamou de “extorsão”, e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, também criticou. Ainda este mês, o Google vai testar o Guided Learning, uma ajuda passo a passo, dentro dos AI Overviews em escolas americanas selecionadas. (The Verge)

🧩 Traduzindo:

  • K-12: o ensino básico nos EUA, do jardim de infância ao fim do ensino médio.
  • Vale aqui? A regra é para contas escolares K-12 nos EUA. Nada confirma, por enquanto, que vale para escolas no Brasil.

E aí? É a primeira vez que o Google trata a IA como algo que não se separa da Busca, e isso começa justamente na escola. A pergunta deixa de ser “liga ou desliga a IA” e vira “aceita ou fica sem Busca”.

🤝 Quem banca o café

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🌎 Lá fora

Funcionários da DeepMind querem poder criticar o Google

Segundo o Washington Post, pessoas da divisão de IA do Google estão pressionando a direção para liberá-las dos acordos de não-depreciação, que proíbem por tempo indeterminado criticar a empresa. O argumento delas: esses contratos as impedem de alertar o público sobre os riscos da tecnologia que ajudam a construir. (Washington Post)

E aí? Volta a discussão sobre o “direito de alertar”, a liberdade de quem trabalha em laboratórios de ponta para falar publicamente sobre riscos. É o mesmo tipo de cláusula que gerou crise na OpenAI em 2024.

🇧🇷 Daqui de casa

O g1 testou a Alexa+ em português

O g1 colocou a Alexa+, a nova assistente da Amazon com IA generativa, para trabalhar num Echo Show 8. Do lado bom, ela responde de forma mais natural, pesquisa na web quando a pergunta foge do comum e, com tela, fica mais útil. Do lado ruim, sugere receitas sem ninguém pedir, num jeito que parece vitrine da loja da Amazon, e levanta dúvidas de privacidade. (g1)

É um teste de produto, não um lançamento. No Brasil, a Alexa+ ainda é só por convite ou para donos de aparelhos novos compatíveis. (g1)

E aí? O dilema de sempre chega à sala de casa: mais utilidade em troca de mais dados pessoais, e mais espaço para anúncio.

🤯 Essa é boa

Data center de IA movido a motor de avião

Sem energia suficiente na rede, data centers de IA estão usando turbinas tiradas de jatos aposentados e adaptadas para queimar gás natural, segundo o NYT, via TechCrunch. Segundo o NYT, a xAI instalou 8 unidades no Mississippi para o Colossus 2, e a Crusoe encomendou 13 para o campus Stargate em Abilene. (TechCrunch)

O motivo é tempo: conectar 100 MW à rede no norte da Virgínia leva por volta de 7 anos, segundo o NYT, e a turbina resolve bem antes. O preço é que essas máquinas são menos eficientes e poluem mais. (TechCrunch)

E aí? É a imagem mais concreta de como a oferta de energia ficou para trás: parte da computação de IA está sendo tocada com peça de avião velho.

⚡ Pílulas

  • Anthropic apresenta o FlashProve. É um sistema de código aberto que prova, por criptografia, qual modelo gerou uma resposta. Por ora é só pesquisa, sem plano de uso. (TechCrunch) Por que ligar: saber de onde veio uma resposta pode virar requisito.
  • Siri com IA passa a agir em apps de terceiros. Está no iOS 27.3, em Developer Preview, com novas “app skills” que juntam várias tarefas num comando. (The Verge) Por que ligar: o assistente do celular começa a fazer, não só responder.
  • Apple restringe apps de namoro e “companheiros de IA” românticos ou sexuais a maiores de 18. Vale a partir de 16/11. (TechCrunch) Por que ligar: a loja passa a tratar companhia de IA como conteúdo adulto.
  • Fal dobra de valor e chega a US$ 16 bi. A startup, que roda modelos de vídeo, imagem e áudio para clientes, levantou US$ 1,3 bi numa rodada liderada pela Bessemer, com a Nvidia entre os investidores. (TechCrunch) Por que ligar: rodar modelos virou negócio à parte.

🛠️ Testa aí

Veja o que vem ligado na sua conta. Se você usa conta do Google pelo trabalho ou pela escola, abra as configurações e confira quais recursos de IA estão ativos e quem controla isso. Normalmente é o administrador, não você.

💡 Prompt do dia

“Explique, em 5 itens, o que muda para um aluno quando a escola desliga recursos de IA numa conta institucional. Separe o que é fato confirmado do que é suposição.”

Teste com a política de uso da sua escola ou empresa.

🎧 Pra ver e ouvir

🎯 Acertou?

Nas contas escolares K-12 dos EUA, o que acontece se a escola deixar o Gemini desligado?

  1. ASó a IA fica de fora
  2. BA Busca fica de fora junto
  3. CNada muda
Ver a resposta

Resposta: B.Não dá para ligar só a Busca: Gemini e Google Search ficam desligados até o administrador ligar, e quem recusa a IA perde a Busca junto.

Rolou. Amanhã tem mais. 👋

Rolou na IA é escrita com apoio de IA a partir das fontes citadas e passa por checagem: toda afirmação tem link para a fonte original. Política editorial · Correções.

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